terça-feira, 10 de novembro de 2009

Agente aprende quando sofre, supera e cresce. É certo que com o sofrimento a algum lugar chegamos... Mesmo que leve um tempo longo.

O nosso eu mais oculto às vezes nos surpreende da maneira como se manifesta forte, e por mais que tentemos revogar sua existência tudo que nos resta é senti-lo da forma mais profunda possível, na esperança de que assim, quem sabe sentindo-o intensamente essa confusão logo se vá. O eu pode ser qualquer coisa que se expresse em forma de dor, amor, desejos, ilusões, decepções, saudade... Tanto faz, depende de quem se trata. E lidar com esses sentimentos do nosso âmbito mais profundo nos faz perceber quão frágil somos perante a vida e ao mundo que não gira em torno das nossas vontades. Nós percebemos que sofrer é um mal necessário porque é assim que aprendemos a lidar com nós mesmos, com o que é novo, com o que é diferente, com o nosso próprio coração e com as armadilhas que ele mesmo arma pra nós. Criamos resistência pra enfrentar as mais duras situações, nos fazemos fortes enquanto fracos. E dói olhar pra dentro de nós mesmos e encarar a idéia de que é assim que funciona e que não há fórmulas pré definidas pra acalentar a dor, nem há quem possa passar por tudo no nosso lugar ou tirá-la com as mãos, como tantas vezes suplicamos para que como num gesto milagroso aconteça... Impotência é esse o sentimento que nos toma conta. E não há saídas, somos rendidos pelo sofrimento, sendo necessário vivenciá-lo da forma como tiver de ser. Quem dera que no auge da dor pudéssemos compreender que é nesse momento que o próprio sofrimento começa seu processo de cicatrização. Quem dera poder compreender que assim como o tempo tudo passa e tudo se supera. Só depende de nós encontrar o caminho mais rente ao pôr do sol.

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