terça-feira, 18 de maio de 2010

Tão longe quanto possa estar...



As vezes penso que leva tanto tempo para entregarmos o coração nas mãos de alguém, confiarmos nessa pessoa e sentir segurança de verdade...
Mas o tempo que se leva pra nos distanciarmos e perceber que falta muito no outro para nos 'completar' é um tempo relâmpago, ou de repente, falta mais em nós mesmos e nem nos damos conta.
...

É que sempre vai existir esse vazio, essa incompletude, essa vontade doida de pertencer a alguém, a algum lugar ou alguma coisa, não importa, desde que possamos nos sentir amparados e envoltos por um magnetismo de proteção absurda.
Será que é isso a vida? Uma busca interminável por algo que nos complete e sacie?
O fato é que nunca seremos completos! Então..., quando esse sentimento infinito de frustração vai passar? "/

As expectativas são nossas, mas as projetamos nos outros, nos outros que não são capazes de nos corresponder, nos outros que sempre vão nos decepcionar, no outro que nunca vai arcar com a responsabilidade de ser quem precisamos que seja.
O outro nem se quer vai compreender quando precisarmos de compreensão.
Expectativas vem recheadas de doces ilusões...


É uma coisa que têm que ser resolvida aqui por nós e dentro de nós, sem a intervenção alheia e sem a mera pretensão de esperar que alguém possa preencher nossos vazios. Ninguém nunca o fará.

Precisamos é compreender quem somos enquanto pessoas, separadamente do outro e sem esperar que esse outro seja solução para qualquer um de nossos conflitos.
Precisamos delimitar espaço, respeitar a nossa fragilidade e a limitação de quem se relaciona conosco, extinguir o sentimento de auto piedade, culpa e incapacidade, e mas uma vez entender que ninguém é responsável pela NOSSA felicidade a não ser nós mesmos.

Conquistaremos o nosso lugar ao Sol e pessoas especiais, as quais vamos levar por toda vida e isso tudo será complemento de quem somos e de onde queremos chegar.

O tempo é curto demais... e aprender leva tempo, lamento não poder aprender mais rápido, errar menos, me descobrir e me aceitar assim como sou.
Lamento também, ainda não ter aprendido a não esperar do outro algo que é tão meu...


Um comentário:

  1. Me mata de orgulho carroça! daquelas bem de réééé´mesmo!

    já sabe q vou copiar e mandar por email néh?!...

    :D obrigada por existir!

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