quarta-feira, 16 de março de 2011

Passo a frente e você já não está mais no mesmo lugar.

A gente sabe que o mundo inteiro sofre, geme e sente dores bem maiores que as nossas. E quando pensamos nisso, até nos sentimos egoístas por saber que as nossas causas são bem menores se comparadas por exemplo ao caos do Japão, aos desastres devido às chuvas no Sul, no Rio, as doenças terminais que alcançam criancinhas, a mãe que perde um filho de forma injusta e brutal.... 
Porém, ainda assim, queremos o direito de sentir a nossa tragédia pessoal, seja ela qual for. 
As vezes são tantas coisas, as vezes é tão pouco ou quase nada, mas não importa o que, só sabemos que nos desestrutura, tira os nossos pés do chão. Pairamos como uma brisa noturna. Nem ao menos podemos ser vistos, encontrados ou alcançados. Torna-se tudo tão íntimo e tão distante de nós mesmos...
Como podemos tratar de nós e não sermos massacrados pelo nosso próprio sentimento de culpa e injustiça mediante a todas as outras tragédias que atingem o resto do mundo e a cada um? 
Qual seria a melhor maneira de lidar? E existe uma fórmula? Ela pode ser aprendida? E vivenciada por qualquer um? 
Sei, é que sozinhos nos sentimos muito incapazes e completamente perdidos. 
É tão dificil buscar por respostas e nunca encontrá-las! Digo, no tempo da dor...
Mas daí a gente lembra também que ninguém tem culpa de nada, nem tem obrigação alguma de carregar conosco o nosso sofrimento. Por que é meu, me pertence,  deve ser enfrentado e resolvido apenas por mim, objeto único, ou melhor principal do problema.
É, a gente acaba se dando conta que o negócio é com a gente mesmo e ponto final.

Dizem por aí, que sempre passa e fazendo um balanço de tudo, passado e presente, sabemos que acaba passando mesmo, até porque os velhos problemas precisam dar lugar aos novos. Porque  fato, é que sempre existirão. E de fato, o que se deve resolver para que tudo fique bem é a nossa perspectiva em relação aos problemas, a nossa conduta moral é que determina como vai ser, chorando, descabelando ou com calma vão estar ali pra serem resolvidos e superados, então, somos nós quem determiamos 'o como será'. 
Só precisamos do mais dificil, encontrar a tal da paciência e a calma pra passar por tudo que tiver de passar da melhor forma possível. De um jeito ou de outro vamos, então que seja bem.

E que seja também fácil de se fazer tão quanto as vezes é para  falar.

Um comentário:

  1. Esse é um daqueles textos que nos silencia e faz pensar.
    Muito verdadeiro e muito bom!

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