Quando pequena costumava acreditar em contos de fadas, princesas, principes e cavalo branco.
Hoje, sei que o sentimento em torno disso, vai mais além da perfeição que buscamos nessas fantasias todas. Na verdade não é a perfeição, o que queremos é só a possibilidade de repousar o coração numa relação segura e leal.
Entendemos que a vida não é um mar de rosas encantado, que certos sonhos nem sempre se tornarão realidade ( e ficamos bem por isso, porque até nossos desejos mudam, é um processo maduro de evolução e conhecimento de nós mesmos.) E com o tempo essas peças vão se encaixando. *Quando permitimos esse olhar.
Às vezes, é a própria vida que se complica pra valer... sem nos dar compreensão de porquês. E ela segue sem que possamos ter tempo pra nos refazer da decepção, da dor, do medo e da vontade de parar.
Talvez pela inexistência desse tempo, arrumamos um jeito rápido de nos reencontrar e nos refazer no meio de nossos destroços e dramas pessoais. E nos refazemos pessoas de novos ideais.
Superamos medos, vencemos obstáculos, cicatrizamos a dor. Aprendemos ganhar e perder. Dar valor ao que se tem valor e superar sempre que preciso for. E se pudermos aprender algo mais, que seja saber da importância de não superestimar os sentimentos, saber do poder que temos em permanecer fortes e resistentes. E principalmente, que independente do rumo para onde o 'vento nos leve', podemos sempre Recomeçar, Reconstruir e nos Reinventar sobre todo e qualquer acontecimento. Seja em nós mesmos, seja nos nossos sonhos ou no ideal de vida que temos nesses príncipes e contos de fadas que criamos como válvula de escape da realidade que nem sempre conseguimos lidar.
E não pela perfeição deles que nem existe, mas pela paixão de querer e conquistar alguma coisa real.

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