segunda-feira, 15 de abril de 2013

Talvez algumas coisas nunca deixem de ser o que são, ou talvez, seja tudo uma miragem.





Coisas que acontecem na vida da gente e não alcançam nossa compreensão. O que será que é isso que nos toma, mas não nos completa? Se mostra mas não nos alcança o olhar? Vem como lição mas não nos ensina?
É um vai e vem de sensações, e emoções... Retalham nosso peito aberto, entregue, que sempre deveria dizer não, mas ao invés disso diz sim. E nos prega a mesma piada sem graça contada setenta vezes, sem que nos arranque sorrisos, ou que em outros momentos bestas nos provoque gargalhadas. Vai entender... 
Eu me pergunto qual é a lógica da vida. E ela tem lógica ao menos?
O que te toca nem sempre é o que te faz bem, O que te faz bem não te pertence mais... Essa coisa toda de ser, deixar de ser, se reconstruir então, (porque é necessário) cansa! É uma brisa leve que passa e te leva, parece que suas raízes estão soltas, seus pés cansados demais e você vai indo no embalo do vento. É o que te prende mas é também o que te liberta. Como pode isso? Como pode uma coisa dessas? Há sentido? Por que será? ...
São tantas as indagações de nosso coração, tantos desencontros, tantas perdas, tantas lacunas, tantos buracos... Como é que a gente se mantém vivo em meio a essa batalha desigual de sentimentos tão iguais? 
Eu quero calma na alma. A segurança de olhar e ver. De ter o coração preenchido com coisas verdadeiras, algumas daquelas que não possa tocar, mas que possa sentir. Deixar o vazio ser cheio daquilo que te preenche, que te cuide, e proteja. Ser quem realmente se é, quem se tornou ou que porventura espera ser. Afinal, a gente não perde a essência, mas muda o tempo todo. Quero dar sorrisos largos, soltos e sem amarras ou constrangimentos. Alegria em meio a dor, porque a gente sabe que não há mal que perdure pra sempre, e a cura sempre vem, a agonia passa e o céu volta a  brilhar. A reluzir luz.
Quero ter a capacidade de me encontrar de novo e sempre e todas as vezes que precisar me perder, Poder enxergar o reencontro da felicidade com o coração da gente, nas sutilezas e mazelas que só a vida sabe nos pregar.

Anne

Um comentário:

  1. Eu a admiro pela forma com que escreve. Tens uma sensibilidade genuína. Verdade de sentimentos escondidos aflorados! Geralmente não queremos nos expor, você escancara as máscaras. Gosto de ler-te. Gosto de procurar sentido nas tuas palavras.
    É ainda mais intrigante porque és bela. Mulheres bonitas geralmente não são muito voltadas ao intelecto. Pré - Conceito, eu sei! A sociedade nos fez assim. Mas adoro morder a língua e me curvar diante do contraditório enganoso. Ao teu, por exemplo.
    Parabéns Anne LINDA. ( deveria ser este o teu sobrenome) Continuo a ler os teus textos, religiosamente.

    Pedro

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