❝ O amor precisa tomar sol, arejar, tirar o mofo.
Vezenquando precisa ser pintado, polido, tem que passar cera. Dá pra engomar,
se bem que odeio coisa engomadinha. O amor amarrota, mas as camisas também - e
nem por isso deixamos de usá-las. Ele precisa sentir o vento na cara, por mais
forte que seja, mesmo que enrede os cabelos. Ele nem sempre é certo e pode
apostar: muitas vezes o amor é labirinto. A gente anda em círculos, se perde,
vai pra um lado, outro, cadê, e agora, o que eu faço, me perdi, alguém ajuda.
Ninguém ajuda, mas ninguém ama sozinho. E isso eu demorei pra descobrir.
—
Clarissa Corrêa

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