quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Sobre nunca ter você. E ainda sim estar aqui.



Inevitavelmente o tempo me converge ao teu abraço, me fixa em você, e me faz compreender que quando eu fujo, mais perto estou. A vontade de estar junto cresce a medida que o coração pulsa ao sentir o teu tom, o teu som, na rua, nas coisas que leio, que vejo, que sinto... Uma presença ausente, uma constância latente, um nós que não deixa de ser, nem por tudo aquilo que nunca foi, e que talvez nunca será. 


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