terça-feira, 26 de novembro de 2013

E a vida? O que ela é? Ou, o que pode ser, pra mim, pra você, nesse momento?


Tanta coisa acontecendo, tanta correria, a rotina consumindo, o cansaço apitando, e a gente acaba deixando de lado algumas coisas que tanto gostamos. De fazer, de ser, de exalar! O cotidiano quando não é bem vivido ou dosado, acaba consumindo a gente. Limitando os nossos passos, os nossos horizontes... Tornando assim as coisas não tão sadias. A vida e suas artimanhas... Cada dia que passa me certifico de que o equilíbrio precisa estar presente no ar que respiramos mesmo. Encontrá-lo, vivenciá-lo é que é o desafio. Como? É tão difícil ser equilibrada! Contar até dez e respirar fundo quando te desrespeitam no trânsito, quando sofre uma injustiça por aí, quando não resolve alguma coisa simples porque um funcionário não faz o seu trabalho como deveria fazer, quando as regras da sociedade nos dão um tapa na cara e fazem questão de gritar que somos reles seres manipulados pelo sistema... Aceitamos calados. Não podemos berrar. Não adianta. A gente tenta daqui, se estica dali... Em busca de um EQUILÍBRIO que parece nem existir pra resolver tudo da melhor maneira possível. 
Ai... é muito difícil meeeeeeesmo ser equilibrada. Não se descabelar diante de uma angústia, não morrer de saudades, não definhar diante de uma perda... Manter a fé intacta! Como que se faz isso? A vida prega tantas peças na gente. Quando a gente acha que está ''tudo bem'', vem ela pra esfregar na nossa cara como somos frágeis e suscetíveis a dor. As decepções nos engolem, e muitas vezes nos maltratam de tal forma, que nos transformam irremediavelmente. Você se depara com tanta gente querendo roubar de você sua identidade! Seu eu! Aquilo que de mais bonito você tem. Sua alma. Seu coração. Quem você é. Pessoas que se fazem de boas pra conquistar sua confiança, gente que não sabe nem o que ela representa. Más intencionadas, vazias mesmo, outras covardes, são tantos os tipos. Como é que a gente se defende disso sem sair ileso da dor que esmaga? Ou pelo menos, levando disso tudo só aquilo que possa nos fazer maiores, mais fortes! Não sei... 
Por um tempo, a gente até tenta levar e acaba conseguindo mesmo fazer dar certo, mas chega uma hora que o espírito parece cansar! A alma adoece, o corpo padece, perdemos as forças, perdemos os sentidos, as raízes nos confundem, estamos entregues. Entregues ao ritmo maluco da vida que não conseguimos acompanhar. 
Alguém já se sentiu assim? Sem eira nem beira? Sem ter nem pra que ou por que?
Dizem que é fase, que precisamos ser fortes. Que não temos motivos assim pra levantar a bandeira branca, pedir arrego... Que vai passar... Vai? 
Quando? Como? Por que? Por dentro é só a gente que sabe. Da força que míngua como a água que escorre pela terra seca do sertão.
A vida é tão bonita mas... não deveríamos perder a graça dos olhos que enxergam nela 
tanta beleza que tem. Tão atraente, envolvente e especial e ao mesmo tempo, pode ser tão obscura, solitária e vazia. Discrepância que meu coração parece nunca compreender.
Eu só espero que a fé que a gente tem, mesmo dormente, possa um dia voltar a ser grande e forte como a gente espera que seja. Quando a gente larga da mão da fé, os passos ficam tortos, os caminhos sinuosos, as luzes se apagam, e a música que passamos a ouvir, não é nenhuma uma melodia que encanta. Que diante da perda do sentido do hoje, os dias que ainda estão porvir, não percam seus encantos. Não nos deixem tão sem sentido a ponto de nos perdermos de nós mesmos. Tomara!! 

Um comentário:

  1. Senti muito sua falta!!! Todas as noites estou eu aqui procurando suas palavras e confesso, você esta nas minhas orações porque eu acredito que Deus saiba sim de todas as coisas!!! Vc nasceu para brilhar e esta no meu coração minha amiga de longe e ao mesmo tempo de perto!!! Bjos

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