quinta-feira, 20 de março de 2014

Ah, o Amor...




Abraçamos o travesseiro, apertamos o cobertor, fazemos de tudo para que fiquemos sem espaço. Tudo isso porquê sobra espaço. A cama, por menor que seja, se torna imensa. Falta outro corpo, ou melhor, outra alma. Falta algo.
A noite é silenciosa e fria, mesmo assim ligamos o ventilador e nos cobrimos, e foda-se a lógica. A lógica não está no uso correto do ventilador, está simplesmente no barulho do mesmo, tentando assassinar o silêncio que se torna hediondo. É aquela coisa do ladrão que rouba ladrão.
Esse silêncio que rouba a paz, rouba espaço do peito, espaço que sobra na cama, falta aqui dentro. Fica tudo apertado, peito apertado, garganta apertada, falta até passagem para o ar.
E ainda há quem diga que silêncio é bom. O vazio nos incomoda. No estômago faltam borboletas, no peito espaço, na boca saliva, no copo bebida. O vazio é horrível, o vazio mata, o vazio é vazio, o vazio dói.
E essa dor não é nem um pouco boa. 
Há quem diga que a dor é crescimento, que a dor nos eleva, nos leva a lugares onde nunca fomos. E talvez onde jamais gostaríamos de chegar.”

O Amor quando é verdadeiro e vivido com simplicidade dentro da sua imensurável grandeza, faz de nós seres iluminados para sempre. Não importa o fim. Por que na verdade, ele nunca acaba. Dá-se continuidade através daquilo que se tem como frutos de tanto Amor. 



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